sexta-feira, 6 de abril de 2012

1ª proposta - elementos básicos na fotografia;


Nesta proposta, a docente da unidade curricular de DCV, pediu para proceder à descrição de uma fotografia à nossa escolha, tendo em conta os elementos básicos da comunicação. Segundo Dondis, "Os elementos visuais mais simples podem ser usados com grande complexidade de intenção" e, na minha opinião, é o que acontece com este quadro.

A razão pela qual escolhi esta fotografia da minha recolha fotográfica foi pelo facto de ser um quadro inteiramente desenhado com elementos básicos da comunicação.
Inicialmente, poderemos ter a ideia que conceber um quadro figurativo apenas com elementos tão básicos como a linha, o ponto ou a  textura, pode-se tornar um pouco complicado e abstrato. E foi realmente o que aconteceu com o meu projeto: pensei que seria difícil dar a entender a ideia e o propósito do meu trabalho.
Como verificámos ao observar este quadro, a linha é predominante: os "rabiscos" acabam por criar a forma de dois corpos aparentemente nus e abraçados.

É curioso como a partir de simples linhas conseguimos montar uma imagem sujeita a algumas interpretações e histórias. Como podemos observar, a linha é o elemento básico predominante da imagem e escolhi e é definido, segundo Dondis, "quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em outro elemento visual distintivo: a linha. Também poderíamos definir a linha como um ponto em movimento, ou como a história do movimento de um ponto, pois, quando fazemos uma marca contínua, ou uma linha, nosso procedimento se resume a colocar um marcador de pontos sobre uma superfície e movê-lo segundo uma determinada trajetória, de tal forma que as marcas assim formadas se convertam em registo".

Qualquer imagem conta uma história, assim como este quadro. Vemos dois corpos nus e abraçados que provavelmente representam o afeto, a união, o carinho, a intimidade e a sensualidade. O gradiente formado com o azul e o branco confere expressividade à imagem. A textura também está presente. Noto mais uma vez que os elementos básicos estão presentes em tudo que vemos e é possível através dos mesmo construir arte e criar uma nova forma de comunicação: alternativa. diferente e surreal.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

1ª proposta - inspiração;










1ª proposta - recolha fotográfica;




















Estas foram algumas das fotografias que retratam os Elementos Básicos da Comunicação. Como é de notar, de forma subtil ou mais evidenciada, no nosso dia-a-dia são imensos os objetos, paisagens, ferramentas que contém estes tão simples elementos! Desde simples mesas, a arte, a placares informativos. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

1ª proposta - memória descritiva;

memória descritiva

A primeira proposta de trabalho pretendida pela docente na unidade curricular de Design da Comunicação Visual consistiu na interpretação de uma música à nossa escolha de forma a produzir uma capa de CD recorrendo exclusivamente a elementos básicos da comunicação, isto é, pontos, linhas, texturas, forma, cor, dimensão.
Com esta proposta de trabalho, apercebi-me que os elementos básicos ocupam e preenchem tudo que vemos no nosso dia-a-dia, embora ninguém pare para pensar e refletir neste facto.

O ponto, sendo ele próprio “a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima” (Dondis, 1991) consegue criar, quando ligado a muitos outros pontos, uma imagem, uma figura, algo capaz de guiar e dirigir o olhar, criando uma ilusão de forma e de cor. A partir do ponto, são criados os outros elementos básicos, como a linha e a forma. A sobreposição dos pontos, de forma contínua e justaposta, cria a linha, uma vez que se torna impossível já a separação dos pontos. E a linha acaba por “descrever a forma”, forma essa que pode ou não ser curva.

Concordo então com Dondis quando afirma que os elementos básicos da comunicação “são a matéria-prima de toda a informação visual em termos de opções e combinações seletivas” uma vez que formam e estruturam visualmente todas as coisas do nosso dia-a-dia. Desta forma, para converter a proposta que inicialmente a descrera como muito abstrata e geral, tive de me abstrair do figurativo de forma a concentrar-me numa composição visual simples e estruturada que desse a conhecer o fundamento da música escolhida.

Assim, para a realização desta proposta escolhi a música “I Would love to” da cantora portuguesa Luísa Sobral. Escolhi este tema uma vez que o associei a uma representação simples e feliz, por ser um tema puro e que suscita à plenitude e à leveza. É um tema doce, associado à cedência que é feita pelo amor, às coisas presentes na rotina que mencionadas têm sempre outro significado e à imensidão de sentimento presente, que leva à entrega e à rendição.
Para a representação gráfica do tema escolhido, optei pela utilização de pontos, linhas e cores que acabaram por dar lugar à criação de formas. O meu principal objetivo foi criar algo evidente e estruturado, longe da confusão e do caos, tentando conceber um clima de harmonia e romantismo, próprios da música.

Como cores de fundo escolhi o rosa e o laranja. O rosa é a cor principal e está presente em vários elementos (incluindo no fundo) uma vez que é a cor do romantismo, do amor terno, do carinho, do romance e da empatia. Está associada ao feminismo e à beleza feminina e deste modo é imprescindível a sua presença, devido à voz da cantora em questão. O laranja, cor quente, representa a atração e o estímulo, a cordialidade e a tolerância, indispensáveis num relacionamento.

No que diz respeito aos vários elementos que constituem a minha proposta, são eles: o jornal, os copos de champagne, o coração, as letras e os ramos de cerejeira.
O jornal e os copos de champagne foram adicionados ao meu projeto uma vez que são mencionados na letra da música e representam dois momentos possíveis numa relação: o jornal representa as manhãs ordeiras e a rotina e os copos de champagne a festa e a abstração, o divertimento. Foram realizados exclusivamente com pontos e o resultado formal, como esperado, cria a forma desejada.

Os ramos de cerejeira foram criados através de linhas e cor e representam mais uma vez o amor e a beleza feminina. Foram colocados de maneira a criar algum equilíbrio, tal como a música representa e também porque uma das “imagens de marca” do álbum intitulado “Cherry on my Cake” é, sem dúvida, os ramos de cerejeira. A disposição dos mesmos, conjugada com os dois primeiros elementos referidos tem como propósito criar o equilíbrio, o “elemento mais importante das técnicas visuais” (Dondis, 1991) que do ponto de vista do design agrada o olhar de quem aprecia a composição. Aliado ao equilíbrio, a harmonia também está representada na minha composição tal como a regularidade que “constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos” (Dondis, 1991) e ajuda que a composição seja ordenada e invariável.

As letras e o coração pretendem representar o título da música (I Would Love to) em que o coração representa a palavra love. Estes dois últimos elementos foram desenhados apenas com linhas acabando por formar o aspeto aguardado. Escolhi linhas curvas ao invés de retas de forma a criar um ar leve e desenhado que fosse de acordo com o restante enquadramento. As linhas retas dariam uma imagem demasiado pesada e rígida, distorcendo o contexto e a mensagem que pretendia transmitir.
A cor dada ao coração (rosa) é justificada de forma a dar continuidade ao resto da composição gráfica, de forma a ficar uniforme e para se destacar no centro.

Avaliando o resultado final, posso ainda concluir que o meu projeto representa também a simplicidade, visto que projeta “uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias” (Dondis, 1991) de forma a envolver todos os elementos da composição de forma uniforme.
A ênfase está presente com o destaque do coração que, no fundo, descreve a música, o tema da música e o seu propósito. Num “fundo em que predomina a uniformidade” (Dondis, 1991) é realçado um único elemento que simboliza tudo o resto.

Apesar de ser da opinião que esta proposta deve seguir uma linha de pensamento (a de cada um de nós) e por isso, ser por vezes de difícil descodificação para quem não a fez, concordo também com Bruno Munari quando afirma que a “comunicação intencional deveria ser recebida na totalidade do significado pretendido pela intenção do emissor”.

Concluo dizendo que penso que cumpri os objetivos indicados nesta primeira proposta de trabalho, ficando a conhecer a importância dos elementos básicos da comunicação reconhecendo que estes são, de facto, a estrutura e a base de construção do design (“Point, line, and plane are the building blocks of design” – Ryan Glandhill).

1ª proposta - projeto final;

imagem 1. capa de CD

imagem 2. CD

domingo, 4 de março de 2012

design.

este cantinho foi criado com o propósito de partilhar os trabalhos realizados para Design de Comunicação Visual. será publicado tudo que me servir de inspiração e que me ajudou na realização dos projetos.

e por agora é só. (boa sorte a mim)